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sexta-feira, 24 de abril de 2015

A hora de fazer a Declaração de Imposto de Renda é excelente para analisar suas finanças!


O hábito de anualmente entregar a DIRPF pode ser o momento ideal para auditar a vida financeira pessoal, familiar, perceber o crescimento ou decréscimo da renda. Será que precisamos mudar costumes, gastar menos e fazer mais? A DIRPF revela tudo!
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Todos os anos o governo solicita a entrega da DIRPF – Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física – para as pessoas a quem se exige:assalariados com soma anual acima de R$ 26.816,55; pessoas que receberam rendimentos isentos sem tributação ou tributados na fonte com valor acima de R$ 40 mil; proprietários de empresas e todos com posses no ano de mais de R$ 300 mil, além de todos que tiveram retenção de imposto de renda na fonte. Das outras pessoas em atividade remunerada (leia-se trabalhando) não é obrigatório, mas pode ser um excelente instrumento para verificar seu aumento de capital, o quanto você cresceu financeiramente. Na dúvida se precisa entregar a DIRPF, consulte o site da Fazenda: www.receita.fazenda.gov.br.
Nós não temos o hábito de verificar quanto foi a nossa renda ao longo do ano, o quanto tivemos de despesas e calculamos o quanto lucramos – coisas que as empresas fazem com regularidade até porque tem que prestar contas aos acionistas. Mas nós somos acionistas de nós mesmos, portanto vale a pena começar o exercício de análise financeira anual, e um ponto de partida simples é calcular tudo o que recebemos e tudo o que gastamos. Isso irá ajudar muito na hora de preencher a DIRPF.
. Separe todos os comprovantes de renda (pagamentos de salários, recibos de pagamentos) do ano todo, de janeiro a dezembro. Com um caderninho – para ficar bem simples mesmo – anote todos os valores, e some em separado tudo o que foi recolhido (que foi tirado do salário), como o imposto de renda em si, INSS e outros tributos que aparecem detalhados no holerite. Se no seu caso o pagamento foi por recibos e não houve descontos, considere o que entrou verdadeiramente no seu bolso (o valor líquido). Lembre-se que quem recebe salário deve considerar o valor líquido sempre, pois é o que foi pago, recebido.
. Se você teve o saudável hábito de anotar todos os seus gastos, ficou muito mais fácil calcular a despesa do ano; se não fez isso agora chegou sua vez: separe todos os comprovantes de despesas do ano para saber onde o dinheiro foi gasto. Importante lembrar que no início do ano é obrigatório que bancos, instituições financeiras em geral, planos de saúde, previdência entre outros que debitam valores regularmente devem enviar um extrato constando os pagamentos de 2011. Isso irá facilitar o preenchimento da DIRPF e seu cálculo de custos.
. E as despesas de longa duração, como o financiamento de um carro, o pagamento de empréstimo ou da casa própria? Calcule quanto foi o valor pago no ano até porque isso será solicitado quando do preenchimento da DIRPF. Para quem é isento mas tem estas despesas, vale verificar o quanto já foi pago e quanto ainda tem por pagar. Estes valores vão indicar o seu crescimento de capital e a quitação dos seus débitos.
. De posse destas informações – que devem ser as mais precisas possíveis, até para facilitar sua análise financeira pessoal – verifique a diferença entre despesas (o que saiu) e receitas (o que entrou). Se houver uma diferença positiva (mais entrou do que saiu) você teve um crescimento financeiro, um aumento ao longo do ano, um lucro. Se houver diferença negativa (mais saiu do que entrou) certamente existem dívidas em aberto ou contas foram pagas com a poupança e investimentos, o que mostra claramente redução de renda.
Para quem terá a obrigatoriedade de preencher a DIRPF é importante também listar dependentes e custos que podem ser abatidos, como despesas escolares e médicas, além de apresentar as informações relativas aos investimentos visando evitar problemas futuros: um carro que foi comprado com dinheiro que não constava nas declarações anteriores por simplesmente esquecimento da apresentação dos valores. Quando acontece uma inconsistência de valores – na declaração de um ano havia um determinado capital e dali para o ano seguinte o capital duplicou sem explicação lógica, ou houve venda de um bem sem declarar e ele simplesmente “some” da DIRPF – acontece a famosa retenção, a “malha fina”, na qual você terá de explicar o ocorrido para a Receita Federal, que tem todo o direito de querer ouvir sua versão dos fatos e você terá a obrigação de explicar o que pode ter saído errado (a grande maioria dos casos de malha fina ocorre por erros na declaração).
Quem é isento não tem a obrigatoriedade de apresentar a DIRPF, mas eu recomendo que faça isso até para manter sua situação fiscal atualizada, o que facilita muito quando de um empréstimo para a casa própria ou qualquer outra forma de levantar recursos. A DIRPF também serve para disciplinar nossa vida financeira trazendo a análise de um ano com clareza para avaliarmos nosso crescimento patrimonial e pessoal. Em todos os países é solicitada a prestação de contas do cidadão e não somos diferentes por isso; pelo contrário, estamos com a DIRPF exercendo nossa cidadania ao mesmo tempo que podemos pensar a curto, médio e longo prazos sobre os rumos da nossa economia. Lembre-se que a saúde financeira depende exclusivamente da nossa organização, pensamento lógico, produção (trabalho) e disciplina, elementos que são fundamentais numa sociedade organizada. E isso começa com cada um de nós, portanto faça a sua parte!

Suyen Miranda